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Dois extremos iguais, um equilíbrio frágil

Somos dois extremos Somos iguais Somos incapazes Somos inconstantes Somos incoerentes Somos o impossível Somos o óbvio Somos luz Somos trevas Somos raros Somos únicos Somos uma ironia Somos o impensável Somos um desejo Somos uma realidade Somos um costume Somos o que escondemos Somos o que sentimos Somos o que não podemos ser Somos uma resistência Somos uma batalha Somos tudo

Depois de muito tempo, uma nova edição da Semana sem Corpo.

Se estão lembrados, o que acho que não, porque nem eu me lembro. As edições passadas vieram acompanhadas por motes, exceto a primeira, Semana sem Corpo, inaugural, que por sinal a foi a maior semana de todas, não no sentido de melhor, mas sim de duração. Sem nenhum relativismo aqui, ela apenas durou mais, como naturalmente deveria durar, e por fim acabou como deveria acabar.

A segunda edição, é a qual eu lembro melhor, não exatamente o que aconteceu nela, por sinal não lembro de nada do que aconteceu nela, mas lembro -me muito bem que ela chamou -se: Semana sem corpo, meu cérebro numa lata de sardinha.

A grandiosa terceira edição da Semana sem Corpo, O amanhã já deveria estar morto uma hora dessas. Que por fim, foram os últimos dias escrevendo minha monografia de pós. Como sempre não lembro o que eu fiz nessa semana ou se ao menos eu escrevi. Eu devo ter escrito algo sim. É acho que eu escrevi sim alguma coisa.

Estou invocando, a quarta edição da Semana sem Corpo, elas são extremas cansativas, mas deverás necessárias quando preciso reorganizar meu mundo. Funcionam muito bem quando preciso passar por cima de toda esperança vencida, quando toda realidade conspira contra meus sonhos, que até mesmo eles, relutam um pouco em serem sonhados. Quando meus textos chegam a esse nível repetitivo e enfadonho. Quando finalmente entendo que eu preciso melhorar.

Funciona como um resgate. Um mergulho as profundezas de meu cérebro. Libertarei todas as lembranças que deixariam minha mente em caos, desafiarei a Tempestade de uma vez por todas, para encontrar -me com novamente todos os meus pesadelos, não aqueles assustadores, mas aqueles melhores sonhos, que transferem sempre à realidade um tom de desconforto e desespero.

Arriscarei minha sanidade. Arriscarei novamente meu mundo, procurarei em meio ao caos, uma faísca, uma fagulha realmente muita brilhante que resiste em meus pensamentos. Espero em fim poder encontra -la.


Ahhh sim, falta um mote. Bem, dessa vez esperarei tudo terminar e a semana falará por si. Hum, achei um bom mote.


Though I never claimed to be right
give to me the benefit of doubt

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