Somos dois extremos Somos iguais Somos incapazes Somos inconstantes Somos incoerentes Somos o impossível Somos o óbvio Somos luz Somos trevas Somos raros Somos únicos Somos uma ironia Somos o impensável Somos um desejo Somos uma realidade Somos um costume Somos o que escondemos Somos o que sentimos Somos o que não podemos ser Somos uma resistência Somos uma batalha Somos tudo
Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e e inexplicável.
Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.
Douglas Adams(1952 – 2001), em sua aclamada série “O guia do Mochileiro das galáxias”, não parece muito preocupado em retratar os problemas da Terra, problemas que segundo ele parecem insignificantes colocados ao lado dos problemas do universo inteiro, isso ocorre de fato devido a imensidão desse universo, contudo diante a essa imensidão de problemas descobrimos que o universo não é tão grande quanto se pensava, e levando em conta as experiencias concretas de Adams ( no próprio planeta que viveu), temos a certeza que o universo é apenas uma extensão dos problemas de nosso planeta.
Essa insignificância tem um motivo, não apenas demonstra que conhecemos mutoo pouco de nosso mundo e muito menos do universo, mas demonstrar o quanto nossos problemas são simples e quanto temos dificuldade em resolvê-los.
De fato, muito se produz em termos de informações e conhecimento, mas como usar tudo isso diante aos nossos problemas, o Séc XIX e XX acreditavam que as soluções viriam de um pensamento cientificista, mas nada afirma que isso tenha mudado completamente hoje , observamos ainda alguns resquícios desse pensamento tecnocrata associado à pseudo racionalidade, principalmente quando associamos progresso a evolução das técnicas. Tal pensamento “atrofiou a compreensão, a reflexão e a visão em longo prazo. Sua insuficiência para lidar com os problemas mais graves constituiu um dos mais graves problemas da humanidade”
Existem soluções, tão complexas quanto seus problemas, ou até mesmo tão simples porem tão distante de um pensamento cientifico, tornando -as tão complexas como as outras. Novamente recorremos a Adamas, ele descreve que a humanidade estava muito deprimida, e para resolver tal problema as pessoas inventaram diversas técnicas, uma delas consistia em ficar balançando diversos pedacinhos de papeis coloridos, o que não deu certo, uma vez que quem estava deprimido eram os homens e não os pedacinhos de papeis. Porém não podemos falar que não há soluções para tudo, a mesma espécie que é capaz de criar e se perder diante a um bombardeio de informações, também é capaz de conduzir uma discussão de ordem ética a tal fato, revelando que os conhecimentos isolados, as informações acumuladas são insuficientes, a solução para isso é a união de diversas técnicas, das diversas construções do conhecimento e sua pluralidade, das diversas disciplinas e, sobretudo, da reflexão de nossas bases morais. Contudo a ética não visa normatizar as nossas a ações, e sim desconstruir o conjunto de ações que nos normatiza.
Assim, desconstruímos o pensamento de que não há solução para nós, e o que significa desconstruir? Se entendermos que a base moral de nossa sociedade fora construida e rastrearmos as rupturas e continuidades dos valores que essa base moral gerou, podemos saber de onde viemos e porque chegamos a esse estado atual.
Da pós-modernidade para o contemporâneo e o sentimento de que a mudança não existe, o pós-moderno que na concepção de Jean François Lyotard significa extinção das grandes narrações, fim das grandes ideologias, a falência do Marxismo e até mesmo do Capitalismo ainda atuante. O que resulta é que hoje percebemos melhor que vivemos em um momento de transição e sabemos desconstruir todo aquele tempo que nos precedeu.
Para isso devemos nos educar para o futuro, educando a pluralidade de conhecimento, para um amanhã mais próximo do que essa figura de linguagem.
“ A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da inteligência geral. Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a faculdade mais expandida e a mais vida durante a infância e a adolescência, que com frequência a instrução extingue e que, ao contrário, se trata de estimular ou, caso esteja adormecida, despertar.”
Por fim, para começar e terminar da mesma forma lembramos mais um trecho do Guia do Mochileiro das Galáxias, lembramos o trecho que trata da inteligência dos golfinhos em relação a racionalidade do ser humano. Os homens se “achavam” mais inteligentes que os golfinhos, porque inventaram Nova Yorque, produtos enlatados, a guerra e tudo mais, já os golfinhos, por sua vez, se consideravam mais inteligentes justamente pelos mesmos motivos. Não se trata somente de busca tecnológica, mas como ela poderá nos ajudar de forma simples, e como nossos atos simples podem interferir nesse mundo, mesmo diante a uma coleção de conhecimento que está cada vez mais difícil de ordenar. Trata -se por fim de nos associarmos e unirmos por algo em todos os campos, em tudo que podemos aprender para a busca incessante de nossos significados.
No fim é um bom texto. Despois eu corrijo e coloco as referências, se eu achar.
Comentários
sei lá... parece que alguém te disse algo que nçao te fez bem... e vc acreditou...
£